Carolina Nader
fundadora · arquiteta · curadora
sou arquiteta: leio uma cidade pela espessura das paredes, pelo desenho do corrimão, pela sombra que a janela joga na calçada.
e sou cinéfila da espécie incorrigível — a que atravessa Madri pra tomar um gin no balcão onde Hemingway escreveu um conto e Almodóvar, setenta anos depois, filmou uma cena.1
mantenho um acervo onde a Divina Comédia e Superbad convivem sem constrangimento.2 pop não é menos que canônico — e viagem boa tem os dois.
viajo como quem mora: quero a padaria da esquina, o mercado das sete da manhã, a fachada que nenhum guia fotografa. já emudeci numa biblioteca barroca em São Galo3 — que é o meu jeito de ver o mar.
cada roteiro que assino tem endereço real, história verificada e uma opinião: digo o que vale e o que pular. sem rodeio.
assina — todos os guias da casa
notas de repertório
- o balcão existe: Museo Chicote, Gran Vía, Madri — Hemingway escreveu um conto passado ali (The Denunciation, 1938) e Almodóvar filmou uma personagem bebendo gin no mesmo bar em Abraços Partidos (2009).
- o poema de Dante (séc. XIV) e a comédia adolescente (2007) têm ficha igual no acervo da casa — pop não é menos que canônico; é princípio, não descuido.
- a biblioteca da Abadia de São Galo, Suíça: salão rococó do séc. XVIII, Patrimônio Mundial da UNESCO, uma das bibliotecas mais antigas do mundo ainda em atividade.
Raphael Barros
cofundador · artista · curador
sou feito de caos e bússola inquieta. gosto de inventar caminhos até pra ir à padaria do bairro — e, na calada da noite, elaboro planos infalíveis para dominar (digo, descobrir) o mundo.
estou na minha quarta graduação, psicologia, por um único motivo: escutar melhor o que você anseia na sua próxima viagem.
me interessam a trajetória (ou seria o roteiro?) do elétron1 e o pigmento que segura o sorriso da Mona Lisa.2 se for preciso, aplico Bhaskara3 pra encontrar a melhor experiência da sua viagem — quem sabe da sua vida.
Galeano4 contou de um menino que viu o mar pela primeira vez: emudeceu diante da imensidão e pediu ao pai — me ajuda a olhar. como artista (por enquanto desconhecido), é o que quero fazer: ajudar você a olhar o mundo, e que você se emocione.
cada roteiro nasce de uma conversa descontraída sobre você. eu penso em tudo — tão fora da caixa quanto você quiser — e entrego pronto pra você só fechar.
vamos descobrir a autoria do universo juntos?
assina — cidade do cabo, a quatro mãos com carolina
notas de repertório
- na física quântica, o elétron não percorre um caminho único — a trajetória só se define quando alguém observa.
- Leonardo construiu o sorriso com o sfumato: véus de tinta finíssimos, sem linha de contorno — por isso a boca nunca se decide entre sorrir e não.
- a fórmula que resolve equações de segundo grau, a que todo brasileiro decorou na escola — e só no Brasil ela leva o nome do matemático indiano Bhāskara.
- Eduardo Galeano, "A função da arte/1", em O Livro dos Abraços (1989). O menino tinha nome: Diego.